As instituições sem fins lucrativos, que intervêm no domínio da educação especial, foram o resultado de movimentações da sociedade civil, face à ausência de respostas ajustadas no quadro público de atendimento na altura.
As Cooperativas de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas nasceram em 1975, num contexto sociopolítico bem determinado, fruto da iniciativa de pais e do empenhamento e generosidade de outras pessoas.

Este movimento foi crescendo, um pouco por todo o país, procurando criar oportunidades para crianças e jovens, até aí, excluídos do convívio escolar e social que a comunidade sempre proporcionou.
Nesta perspetiva, em 1978 foi criada a Cercibeja, fruto da ação conjunta de pais de crianças deficientes e de técnicos ligados à saúde, educação e intervenção social.

No início, os seus objetivos eram bem mais limitados, tanto em termos de público-alvo, como no seu campo de atuação. Atendia exclusivamente crianças e jovens (daí a sua primeira denominação “Cooperativa de Educação e Reabilitação de Crianças Inadaptadas de Beja, S.R.A.L) que, por apresentarem deficiências (motoras, sensoriais e ou psicológicas) não conseguiam integrar-se totalmente no ensino regular.

Dois anos mais tarde, em 1980, é considerada pessoa coletiva de utilidade pública (despacho publicado no D.R de13 de Setembro de 1980 – II série, nº212). Em 1983 são alterados, pela primeira vez, os seus estatutos passando a ser considerada Cooperativa do Ramo do Ensino Especial de tipo misto (DR de 14 de Fevereiro de 1983 – III série, Nº37).

Mais recentemente, em 6 de Maio de 1999, é alterada a sua designação para Cooperativa de Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Beja, C.R.L. sendo integrada no ramo da Solidariedade Social, assumindo como grandes metas a educação, a reabilitação e integração social e profissional de indivíduos inadaptados.